Já o meu pai, conta que quando era pequeno, ele adorava tomar banho de rio e quando ele comia melancia (com bagaço e tudo), tinha que comer três sementes para não ter uma indigestão na água.
Aprendi a limpar bem as orelhas para não criar brotinhos de feijão nas mesmas, e sempre era
alertada a não engolir chiclete, sob pena de ter minhas tripas grudadas.
Minha mãe também dizia que não dava para comer o bagaço da bergamota, da melancia e de outras frutas, pois faziam mal para o estômago.
Lembro dos temporais e chuvas com muitas trovoadas que deixavam minha mãe louca de medo e eu também acabava ficando.
Puxa, quantas coisas aprendemos com nossos pais, sejam com os ensinamentos ou copiando seus modelos, seus comportamentos.
Na medida do possível, tento fazer com que o Pedro tire suas próprias conclusões da vida e tento me controlar para não dar maus exemplos, mas por algum tempo, o Pedro teve pânico de balões, principalmente do barulho quando estouram, pois sempre me via tapar os ouvidos nas festas de aniversário e notava o quanto aquilo me imcomodava, hoje eu tento me controlar mais e o Arthur mostrou ao Pedro o lado divertido da coisa e hoje ele adora a folia.
Lembro que quando aprendi a andar de bicicleta minha mãe ficava apreensiva e meu pai me incentivava a seguir em frente, hoje com o Pedro eu repito o comportamento da minha mãe e fiquei preocupada quando o Arthur tirou uma rodinha da bici do Pedro e ficou o incentivando a pedalar bem rápido para se equilibrar.
Certa vez li um artigo que dizia que as mães seguram os filhos no colo com a face voltada para elas e os pais seguram os filhos no colo com a face voltada para o mundo.
Hoje sei que isso é verdade, e que bom ter o Arthur ao meu lado para equilibrar a balança, deixando o Pedro livre para fazer suas descobertas com amor, carinho e segurança, sem sentir-se sufocado pelo meu excesso de zelo.
Carine Dias Soares