
Quando morre a admiração, morre o respeito, o cuidado e o zelo. Fica o medo, o ato mecânico e cínico de ouvir e calar.
É tão ruim ficar com um sentimento de vácuo, de nulo, de total inexistência, no lugar do que um dia foi amizade, admiração e companheirismo.
Me sinto no vácuo, tentando entender o que se passa na cabeça de algumas pessoas que tentam enganar os outros, quando na verdade não conseguem enganar nem a si mesmas.
Se diz forte, mas se mostra totalmente vulnerável às opiniões alheias, se diz integra e age na obscuridade, se diz sincera, mas tem suas verdades pautadas na mentira, se diz coerente e flexível, mas ouve só o que lhe convém, estabelece parceiras de senso comum, e a liberdade que dá aos outros é para que sejam realizados seus mandos e desmandos.
Prefiro mil vezes um ditador que age de acordo com a sua verdade deixando claro o que pensa a uma democracia vigiada e de aparências onde a verdade é unilateral.
A democracia é um ato de coragem para qualquer governante, pois o seu governo e as suas ações estarão sempre sujeitos à crítica e a avaliação do seu povo, sendo assim é complicado não conseguir fazer sempre o que se deseja, tendo que ouvir os outros, refazer os planos, admitir suas falhas e consolidar parcerias de forma efetiva e consistente, agindo com integridade e transparência.
Carine Dias Soares
Nenhum comentário:
Postar um comentário