É sempre mais fácil admirar os outros a nós mesmos, pois fomos educados para sermos pessoas humildes, colaborativas e despreendidas.
No entanto, penso que faltou nos educarem para nos auto-elogiarmos, percebendo em nós mesmos qualidades e virtudes, valorizando nossas conquistas.
Quando assumimos o papel de coadjuvante, nos sentimos mais seguros, pois conseguimos passar quase que invisíveis em meio a multidão. Ficamos livres das críticas das cobranças e dos novos desafios que a vida nos impõe. Como coadjuvantes, conseguimos posar de queridinhos, "simplinhos", fofinhos.
Mas se resolvemos ocupar o papel principal, ficamos na mira das pessoas, e isso pode nos tornar mais populares recebendo os louros, passíveis de críticas sendo vaiados ou ficarmos com a fama de "metido a besta". Mostrando o que sabemos estamos mais propensos a cobranças e a estar sempre mostrando alguma novidade ou solução criativa.
O fato é que temos que nos valorizar, nos apropriarmos dos conhecimentos adquiridos fazendo valer nossa capacidade e autoridade.
Não devemos nos envergonhar de sermos proeminentes, nem mesmo de nos mostrarmos qualificados e seguros quanto as nossas capacidades.
Como professora, passei alguns anos pensando que era melhor não aparecer muito, deixar meu trabalho dentro da sala de aula e meu currículo na gaveta.Com o passar do tempo, vi que era necessário me impôr, mostrar minhas qualidades, revelar meus projetos, expôr os trabalhos dos meus alunos e minhas ideias, conquistando o respeito e a admiração de muitos dos que me cercam.
Todo o professor tem que ser exibido, meio artista, ator, arteiro, todo o professor tem que socializar ideias e construir ideais.
Vamos experimentar o gostinho do sucesso de nossas realizações !!!
Carine Dias Soares
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